Manual de Sobrevivencia para viver em Londres

Tuesday, April 12, 2005

Acto I – A Decisão

Londres é, na verdade, uma cidade simultaneamente encantadora e assustadora. Sempre são sete milhões e meio de habitantes estendidos em __ quilómetros quadrados de superfície, todas as nacionalidades mundiais representadas, uma língua universal, os maiores ex-libris da Europa reunidos num mesmo local, os monumentos mais visitados do Velho Continente agrupados em escassos quatro ou cinco quarteirões…
É tentador querer viver-se aqui. Mas onde? Como? Em que condições?Esta será talvez a primeira pergunta que passará pela cabeça de quem decidiu aventurar-se a deixar Portugal e embarcar na viagem de uma vida… ou talvez a segunda, sendo a primeira “Será que o meu inglês é suficiente?” — e aqui o primeiro parêntese: este manual destina-se a jovens portugueses que, presumo eu, decidem viver em Londres porque Portugal não apresenta suficiente estímulo para aí continuar. Jovens que, na melhor das hipóteses, procuram o primeiro emprego, rapazes e raparigas saídos do 12º Ano de escolaridade, pré-universitários que ou decidem que os estudos ficam por aí ou que preferem tentar entrar numa Universidade inglesa e continuar lá os seus estudos... ou então universitários sem perspectivas de futuro no país, sem emprego… ou homens e mulheres com emprego mas sem satisfação na sua carreira, que almejam algo melhor… em qualquer dos casos, pessoas com pelo menos o inglês básico que nos ensinam na escola secundária. É para esses que este blog foi construído. Peço desculpa aos que não estão englobados neste saco, mas definitivamente pensei neste manual para quem já tem umas luzes que seja sobre a língua inglesa. E para esses, essa primeira pergunta tem como resposta “sim, o inglês será suficiente!”. Claro que ajuda exercitar um bocado o nosso conhecimento uns meses antes de vir, desenferrujar o cérebro, pensar um pouco em inglês. Por isso não custa nada passar uns dias a ver as notícias na CNN ou no Sky News, canais disponíveis na TV Cabo, só para ambientar os nossos ouvidos ao que se vai passar mais tarde.